Prefeito Piaia sobre Wellington Fagundes: “Não representa a direita e o bolsonarismo"
O prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia (sem partido), fez duras críticas ao candidato do PL ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes, e afirmou que não considera o senador um representante da direita nem do bolsonarismo.
Ex-filiado ao PL, Piaia deixou a legenda após declarar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo ele, a decisão de se desfiliar foi tomada diante das ameaças de expulsão feitas pelo presidente estadual do partido, Ananias Filho, contra prefeitos que apoiassem o adversário de Wellington.
“Eu sou de direita, eu não sou igual o Wellington Fagundes que está lá, um candidato ao governo que a gente sabe que não é um candidato de direita”, disse ao MidiaNews.
Na avaliação de Piaia, Wellington tem perfil para ocupar cargos no Legislativo, mas não para comandar o Executivo estadual. O prefeito também questionou o apoio dado pelo senador ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2018 e 2022.
“Para mim ele não representa a direita e o bolsonarismo, todo mundo sabe. Qual é o apoio que ele deu para o Bolsonaro quando ele foi candidato lá atrás? Aonde ele ia ele era vaiado que ele era melancia”, afirmou.
“Eu acho que o Wellington tem o conhecimento dele, mas, no meu ponto de vista, ele é para o Legislativo, não para o Executivo. Para mim ele é um cara preparado para ser Legislativo e isso eu falei para o Ananias, mas ele quis ignorar”, encerrou.
Saída do PL
Ananias tem cobrado fidelidade partidária dos prefeitos do PL à candidatura de Wellington Fagundes e ameaçado com punições, incluindo expulsão da legenda, aqueles que pedirem votos para Pivetta.
Além de Piaia, os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; Carlão Borchardt, de Tabaporã; Flávia Moretti, de Várzea Grande; e Emerson Sabatine, de Itanhangá, declararam apoio a Pivetta.
Na carta de desfiliação encaminhada ao partido em 8 de agosto, Piaia afirmou não considerar coerente permanecer em uma legenda que tem candidatura própria ao Palácio Paiaguás enquanto seu apoio eleitoral será destinado a Pivetta.
Segundo o prefeito, a aproximação com o atual governador ocorreu principalmente a partir da relação institucional construída entre a Prefeitura de Campo Novo do Parecis e o Governo do Estado.
“Fiz uma carta pedindo a desfiliação do partido porque estavam os rumores de que eles iam expulsar os prefeitos que estavam apoiando o Pivetta. Então, eu preferi pedir a saída do PL, mas eu continuo um soldado do PL, do Flávio Bolsonaro e do José Medeiros [candidato ao Senado]”, completou.
Fonte: Mídia News

