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Você conhece a história da origem do pedágio indígena em Campo Novo do Parecis? Saiba como surgiu a cobrança

Geral 15/06/2026 09:06
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(Foto: Divulgação)

A cobrança de passagem na MT-235, trecho que corta a Terra Indígena Paresi, permanece em vigor entre Campo Novo do Parecis e Sapezal. O debate voltou à tona após a circulação de um vídeo nas redes sociais que questiona a prática e sugere irregularidade. A taxa, conhecida como pedágio indígena, é defendida como direito de passagem pelos povos da região.

A tarifa existe desde 1997, resultado de um acordo com a Procuradoria Federal durante a pavimentação da rodovia. Participantes da comunidade Paresi afirmam que o dinheiro arrecadado é revertido para as próprias aldeias, em áreas como saúde, educação e infraestrutura local. A rota é utilizada por caminhões e veículos de escoamento da produção agrícola.

O trecho da MT-235 funciona como atalho logistico importante, reduzindo distâncias para Sapezal e outros polos produtores. Sem a passagem pela Terra Indígena Paresi, a viagem pode exigir cerca de 250 quilômetros a mais. A região conecta também cargas destinadas à hidrovia do Rio Madeira.

A cobrança é administrada por duas associações Paresi, a Wáimare e a Halitinã. Segundo lideranças ouvidas anteriormente, os recursos são distribuídos entre as famílias das aldeias mensalmente. O governo estadual e a Funai acompanham a prática desde o início, sem detalhar o funcionamento atual da arrecadação.

A origem do pagamento está vinculada a acordos para permitir a pavimentação da estrada dentro da Terra Indígena. Ao longo dos anos, a prática ganhou notoriedade entre motoristas que passam pela região, gerando debates sobre legalidade e fair play. Em 2017, o portal O Livre já havia traçado esse cenário com as lideranças Paresi.

O Estradão tentou ouvir representantes Paresi para esclarecer o funcionamento atual, mas não houve entrevista. A reportagem continuará acompanhando a evolução do tema e os desdobramentos da cobrança na MT-235, que persiste como ponto de tensão entre logística regional e direitos das comunidades indígenas.

Fonte: Portal Tela



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