Mãe de executados no tribunal do crime em Campo Novo nega que filhos eram envolvidos com facção
Familiares dos jovens Wagner Felipe Rocha Viana, de 20 anos, Wilquison Eduardo Rocha Viana, de 23 e Breno Gabriel Soares Cabral, de 21 negaram que eles pertenciam a uma facção criminosa e cobraram justiça pela morte dos rapazes. O trio, que veio de Campo Grande para trabalhar em Campo Novo do Parecis, foi sequestrado e executado por membros de facção. A morte dos rapazes ocorreu logo no começo de abril e teve como palco um cemitério do município, onde o trio foi torturado durante horas até finalmente ser morto.
Em entrevista ao portal Campo Grande News, a confeiteira Rubineia Rocha dos Santos, de 46 anos e mãe de Wagner e Wilquison, negou veementemente qualquer envolvimento dos filhos com facções criminosas. Ao site, Rubineia afirmou que Wagner não bebia, não fumava, enquanto Wilquison bebia e fumava maconha.
Acerca de passagens pela polícia, Rubineia declarou que Wilquison chegou a ser detido no passado por ter comprado uma moto que ele não sabia que era roubada.
"Foi um choque para a gente. Fora isso, não tem mais nada. O Wagner nunca teve passagem", declarou a confeiteira ao Campo Grande News.
Segundo já informado pela reportagem do Olhar Direto, os corpos dos três jovens foram localizados cerca de quatro dias após o desaparecimento, já em estado de decomposição. O delegado responsável pela investigação do caso, Guilherme Kaiper Cruz de Faria, de Campo Novo, explicou que a morte do trio foi encomendada pela facção criminosa assim que eles foram associados ao grupo rival.
"Aparentemente, as mortes ocorreram no contexto de facção criminosa, em que esses indivíduos, supostamente, integrariam outra facção no Estado de Mato Grosso do Sul, na cidade de Campo Grande. Na ocasião, ao serem identificados como integrantes dessa facção, o grupo rival, que atua no município, teria determinado suas execuções."
Sobre o homicídio, Kaiper explicou que o trio foi sequestrado pelos criminosos e teve também seus celulares roubados. Nos celulares, segundo o delegado, os faccionados encontraram indícios de que o trio integrava o grupo rival e após um interrogatório sobre o que eles faziam em Campo Grande, os três foram mortos.
Fonte: Olhar Direto







