População critica prefeitura de Campo Novo por não entrar em acordo com abrigo de animais que cuida de aproximadamente 300 cães abandonados
A Associação Peludos e Cia, que cuida de cães abandonados há mais de 13 anos em Campo Novo do Parecis, e é uma referência para toda a região, emitiu uma nota de esclarecimento, apontando falta de consenso com o Governo Municipal, com relação aos repasses feitos a entidade.
Segundo a nota, o valor repassado pela Prefeitura de Campo Novo não cobria sequer os custos com funcionários e alimentação dos animais. Atualmente mais de 300 cães recebem cuidados do abrigo.
Todos os resgates feitos ao longo desse tempo foram sem recurso da prefeitura, sempre através de forma particular.
A população usou as redes sociais para criticar a atual gestão pela falta de diálogo e por não entender a real demanda da entidade, que realiza um trabalho voluntário há mais de uma década em Campo Novo do Parecis.
Após o desacordo, a associação Peludos e Cia continuará prestando serviço, mas com recursos oriundos de doação de seus parceiros da iniciativa privada.
Na semana passada a prefeitura anunciou um novo espaço para animais, distante da cidade, aproximadamente 10 quilômetros, onde outra associação ficará responsável.
Confira a nota na íntegra:
“Esclarecemos que o convênio não foi renovado por não haver consenso entre as partes, uma vez que o valor repassado pela Prefeitura não cobria sequer os custos com funcionários e alimentação dos animais.
Mesmo após anos solicitando atenção à causa animal e apresentando prestações de contas que comprovavam as altas despesas, os valores não foram revistos.
Diante desse cenário, a Diretoria decidiu que não serão realizados novos resgates ou novos abrigamentos, considerando a atual situação financeira e a estrutura física do abrigo, que é particular.
Ao longo de 13 anos, todos os resgates realizados foram custeados de forma particular ou por meio de doações da sociedade, jamais com recursos da Prefeitura.
Além disso, nossa estrutura física e operacional atingiu seu limite, tornando inviável a continuidade de novos acolhimentos.
Assim, o encerramento dos resgates e novos abrigamentos foi a medida mais ética e responsável neste momento.
A Associação continuará com o projeto de castração e seguirá arcando com todas as despesas dos mais de 300 animais já abrigados. Para isso, depende exclusivamente de doações da comunidade, parcerias com entidades e recursos próprios.
Ao nos retirarmos, a Prefeitura Municipal permanece livre para criar e estruturar novos projetos e estabelecer parcerias com outras associações da causa animal, avaliando a melhor forma de aplicação dos recursos públicos destinados ao apoio da causa animal no Município.”




